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Quando pensamos na importância da luz para a Biologia, de entre os inúmeros processos biológicos relacionados com a luz, destaca-se o processo que alimenta a Biosfera, a fotossíntese. Nas plantas, algas e algumas bactérias, os cloroplastos capturam a energia da luz que viajou 150 milhões de quilómetros do Sol até à Terra e convertem-na em energia química, que é armazenada sob a forma de açúcar e outras moléculas orgânicas, que são depois utilizadas como nutrientes pelos organismos como nós, incapazes de realizar fotossíntese. Este processo é hoje relativamente bem conhecido, mas continua a ser alvo de enorme investigação.Foi o botânico alemão Theodor Engelmann que em 1882 descobriu, através de um conjunto de experiências muito elegantes, que a fotossíntese ocorre nos cloroplastos (o organito celular onde se acumula o pigmento verde, a clorofila). Usou um prisma ótico para separar a luz em cores e identificar as mais eficazes para o processo fotossintético. Sabemos hoje que a eficácia da fotossíntese é afetada pela qualidade, intensidade e duração da luz.

A vida é ”powered by” luz, através da fotossíntese, um processo que nem sequer é muito eficiente do ponto de vista energético, mas que suporta a vida na Terra. Recentemente tem sido proposto modificar esta via em plantas de interesse agronómico, tornando-as mais eficientes e consequentemente mais produtivas. Será esse o caminho? Poderá certamente vir a ser um dos caminhos.

Autor: José Matos (Biólogo)