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A exposição “Lux Mirabilis” está patente no Museu Nacional Soares dos Reis (Porto) até ao dia 17 de abril de 2016.

Compreendemos as formas como se manifesta, sabemos como aplicar esse conhecimento em tecnologia, mas, em essência, não sabemos o que é. Em 1955, Einstein escreveu: “Cinquenta anos de pensamento não me trouxeram mais perto de responder à pergunta: O que é a Luz? Hoje todos acham que sabem a resposta, mas, na verdade, trata-se de uma ilusão pois na realidade não sabem”. Em 2003, a revista Optics & Photonics News da Optical Society of America editou um número dedicado ao tema e relativamente à pergunta “o que é a luz?” Arthur Zajonc (Physics Department, Amherst College, USA) arriscou a resposta: “hoje estamos no mesmo estado de ignorância esclarecida em que estava Albert Einstein”.
Desde a luz na natureza (em minerais, seres vivos e fenómenos atmosféricos), até à luz nas crenças religiosas, mitos e superstições, passando pela evolução das fontes de luz artificial, concepções científicas e respetivas implicações tecnológicas, “Lux Mirabilis” (“Luz Maravilhosa”) reúne cerca de 170 peças que têm por foco a luz, nas suas múltiplas dimensões. O projetor cinematográfico que terá pertencido a Emílio Biel assinala os 100 anos da morte do alemão que viveu no Porto e que foi um dos precursores da fotografia em Portugal. Uma réplica do microscópio de Leeuwenhoek revisita os primórdios da observação de bactérias (século XVII). E pelo meio há ainda tempo para apreciar os “Cuidados de amor”, do pintor José Malhoa.

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