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Anima Luminaria

De 21 de Junho a 2 de Outubro está patente na Casa do Infante (Porto) a exposição de fotografia de autoria de Luciana Bignardi e Paulo Gaspar Ferreira que constitui tributo a um património escondido e desconhecido da alma portuense.

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O Ano da Luz em Portugal – Carlos Fiolhais e Pedro Pombo

Gazeta de Física, 2016

O Ano Internacional da Luz (AIL2015) foi anunciado em Portugal em setembro de 2014 na Conferência Nacional de Física realizada no Instituto Superior Técnico, que contou com a presença do Comissário internacional e Presidente da Sociedade Europeia de Física, John Dudley. Após ter sido criada uma Comissão Nacional que reúne representantes das Sociedades Portuguesas de Física, de Química e de Ótica, da Ordem dos Biólogos, da UNESCO e da Agência Ciência Viva, o AIL2015 foi inaugurado em Portugal, em março de 2015, com uma palestra do Coordenador da Comissão Nacional sobre a história do nosso conhecimento da luz e um espetacular show de luz da responsabilidade da Fábrica Ciência Viva em Aveiro, na mais antiga escola secundária portuguesa, a Escola Básica e Secundária Passos Manuel, em Lisboa. Ler Mais

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ONDAS DE GRAVIDADE E BURACOS NEGROS – Carlos Fiolhais

in “As Artes entre as Letras”, março de 2016, revisto

Um dos pontos altos de 2005 Ano Internacional da Luz foi a passagem em 25 de novembro dos cem anos da teoria da relatividade geral de Albert Einstein, a teoria que tão bem descreve a força de atração que todos os corpos, mas com mais intensidade os astros por terem massa maior, exercem entre si. Ler Mais

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CEM ANOS DA OBRA MAIOR DE EINSTEIN – Carlos Fiolhais

In “As Artes entre as Letras”, 25/11/2015, revisto

A 25 de novembro de 1915, Albert Einstein submetia à Academia Prussiana de Ciências em Berlim um artigo intitulado As equações de campo da gravitação, que continha a equação principal da teoria da relatividade geral. Essa equação é vista hoje como a sua coroa de glória, pois substituiu a lei da gravitação universal que Newton tinha formulado em 1687 por uma outra que, embora contendo a descrição newtoniana como caso particular, tinha um âmbito bastante mais vasto, podendo aplicar-se a astros de qualquer massa, a conjuntos de astros ou ao próprio cosmos. Einstein adiantou uma explicação da força gravítica: é a deformação do espaço e do tempo (dois conceitos ligados por ele na sua teoria da relatividade restrita de 1905) devido à presença de matéria e de energia (outros dois conceitos unidos na mesma teoria, através da famosa fórmula E=mc2). Espaço, tempo, matéria e energia passaram todos a estar ligados por uma equação que cabe numa t-shirt. Chegava ao fim o intenso trabalho do físico suíço, ao longo de uma década, para generalizar a sua fecunda ideia de 1905: as leis da física são as mesmas para todos os observadores, quer eles estejam em movimento uniforme – relatividade restrita – quer eles estejam em movimento acelerado – relatividade geral. Ler Mais

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A ESTRANHA NATUREZA DA LUZ – Carlos Fiolhais

In “As Artes entre as Letras”, 28/10/2015, revisto

A luz tem duas caras: tanto aparece na forma de partícula como na forma de onda. Uma maneira de descrever esse seu comportamento dual consiste em dizer que viaja como uma onda mas é observada como uma partícula ou grão de luz, ao qual se deu o nome de fotão. A teoria quântica permite conciliar esses dois aspetos aparentemente contrários, pois uma onda está espalhada por todo o lado ao passo que uma partícula está localizada num ponto do espaço. Ler Mais

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LUZ E SOM – Carlos Fiolhais

In “As Artes entre as Letras”, 27/5/2015, revisto

Em francês diz-se que alguns espetáculos são de son et lumière. Som e luz têm em comum a capacidade de inebriarem os nossos sentidos, mas, do ponto de vista físico, têm também em comum o facto de ambos se deverem a ondas. Nos dois casos falamos de velocidade de onda, de comprimento de onda (a distância entre dois pontos consecutivos equivalentes da onda) e de frequência (o inverso do período, sendo o período o tempo que uma onda demora a progredir de um comprimento de onda). Como a velocidade num dado meio é sempre a mesma e como qualquer onda avança de um comprimento de onda num período, comprimento de onda e frequência são grandezas relacionadas uma com a outra. Ler Mais

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2015: Ano Internacional da Luz e dos Solos – Carlos Fiolhais

Publicado na revista Ingenium, maio/junho de 2015

As Nações Unidas, que surgiram após a Segunda Guerra Mundial, têm promovido, desde os anos 50, sucessivos Anos Internacionais centrados em diversos temas que procuram chamar a atenção da Humanidade para algumas questões de interesse comum. Se, no início dessa iniciativa global, cada ano era dedicado a um só tema, nos últimos anos, atendendo à variedade de propostas interessantes oriundas dos estados membros, cada ano tem sido dedicado a dois ou mais temas. Por exemplo, 2005 foi o Ano Internacional da Física, mas foi também o Ano Internacional do Desporto e Educação Física. 2008 foi o Ano Internacional do Planeta Terra, mas foi também o Ano Internacional das Línguas. 2009 foi o Ano Internacional da Astronomia, mas foi também o Ano Internacional da Aprendizagem dos Direitos Humanos. 2010 foi o Ano Internacional da Química, mas foi também o Ano Internacional das Florestas. Finalmente, o presente ano de 2015 está a ser o Ano Internacional da Luz e das Tecnologias baseadas na Luz, mas está a ser também o Ano Internacional dos Solos. Ler Mais

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COISAS DO ARCO DA VELHA – Carlos Fiolhais

In “As Artes entre as Letras”, 25/3/2015, revisto

Neste Ano Internacional da Luz vale a pena falar do arco-íris. Este fenómeno atmosférico tem descrições muito antigas. Uma referência aparece no Génesis (9, 12-16):

“E disse Deus: Este é o sinal do pacto que firmo entre mim e vós e todo ser vivente que está convosco, por gerações perpétuas: O meu arco tenho posto nas nuvens, e ele será por sinal de haver um pacto entre mim e a terra. E acontecerá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, e aparecer o arco nas nuvens, então me lembrarei do meu pacto, que está entre mim e vós e todo ser vivente de toda a carne que está sobre a terra.Ler Mais

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O PROBLEMA DA COR – Carlos Fiolhais

in “As Artes entre as Letras”, 25/2/2015, revisto

Ao filósofo Demócrito, dos séculos V e IV antes de Cristo, é atribuída a frase: “Por definição há cor, há doce e há amargo, mas na realidade só há átomos e espaço vazio”. Distinguimos as cores, o vermelho do azul por exemplo, mas o que são elas no fundo? E qual é a sua relação com os átomos? Ler Mais

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LUZ POR TODO O LADO – Carlos Fiolhais

In “As Artes entre as Letras”, 26/11/2014, revisto

Fiat lux! No início foi a luz por todo o lado, a luz que vai ser celebrada ao longo de 2015 – Ano Internacional da Luz. A luz é o nome genérico que podemos dar ao campo unificado em vibração, incluindo o campo eletromagnético que é a luz propriamente dita, que deve ter preenchido todo o Universo a partir do momento inicial do Big Bang, há cerca de treze mil milhões de anos. Ler Mais

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Encerramento do Ano Internacional da Luz

Casa da Música 21 de junho de 2016 | 17:00

A Comissão Nacional da Organização de 2015 – Ano Internacional da Luz, o Departamento de Física e Astronomia da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto têm a honra de convidar V. Exa a assistir à Sessão de Encerramento do Ano Internacional da Luz em Portugal, no dia 21 de junho de 2016 (dia do solstício de Verão), na sala 2 da Casa da Música, na Praça da Boavista, no Porto, pelas 17.00 horas, com o seguinte programa:

  1. Introdução por Carlos Fiolhais, Coordenador da Comissão Nacional, em nome das entidades que a integram (Sociedade Portuguesa de Física, Sociedade Portuguesa de Química, Sociedade Portuguesa de Ótica, Ordem dos Biólogos, Agência Ciência Viva, Universidades de Lisboa, Coimbra e Porto)
  2. Conferência proferida por Sir Michael Berry, H. H. Wills Physics Laboratory, Professor Emérito da Universidade de Bristol – UK, que será apresentado por Orfeu Bertolami, intitulada: “Making Light of Mathematics
  3. Concerto na sala Suggia pelo Remix Ensemble Casa da Música com o barítono Ivan Ludlow, sob a direção do maestro e oboísta Heinz Holliger.

Agradecíamos a confirmação da sua presença, até dia 19 de Junho 2016, para o contacto fmartins@fc.up.pt

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The Emotional Value of Light

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT-NOVA) (Campus de Caparica) organiza no Auditório da Biblioteca um one day seminar, no tema The Emotional Value of Light: Identity and Culture, a ter lugar em Maio 25 Ler Mais

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Mercury and Crescent Moon Set

O astrofotógrafo oficial, Miguel Claro, está de parabéns por mais uma imagem destacada hoje no site internacional da NASA, como Astronomy Picture of the Day – APOD. Desta vez a foto retrata a nossa capital Lisboeta com a Lua Crescente e um forte Earthshine no perigeu visível e alinhado com a rara oportunidade de ver o planeta Mercúrio, que se encontra sempre muito próximo do Sol. A foto foi captada no passado dia 8 de Abril a partir do Barreiro.

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LUZ_LIVRO

Estreia no próximo dia 27 de Abril, no Teatro Académico de Gil Vicente, a peça LUZ_LIVRO.

Em 2015, Ano Internacional da Luz, criámos duas peças com a luz por tema: Luz de Perdição, estreada a 25 de setembro em parceria com o Museu da Ciência e um grupo de investigadores da Universidade de Coimbra; e LUZ, uma coprodução com o Teatro Académico de Gil Vicente, estreada nesta sala a 23 de novembro de 2015.

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Ouvindo os sussuros do espaço-tempo

Para o próximo dia 19 de abril, às 08h30, está agendada uma palestra com Carlos Herdeiro que será emitida em direto para a Escola Portuguesa de Macau. Na palestra que tem como título “Ouvindo os sussuros do espaço-tempo”, o investigador do Grupo de Gravitação do Departamento de Física da Universidade de Aveiro (UA), falará sobre a deteção de ondas gravitacionais. A iniciativa insere-se no projeto “Haja Luz nas Escolas”, no âmbito das comemorações do Ano Internacional da Luz.

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Noites de Ciências – FCUL

Neste ano de 2016 as “Noites de Ciências” na FCUL são actividades gratuitas, sem inscrição, sempre na última 6ª feira de cada mês. São dirigidas ao público não especialista mas curioso do conhecimento científico. Venha e fascine-se nas Ciências!

Mais informações: http://oal.ul.pt/noites-de-ciencias-em-2016/

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A biogeografia da cor – Jorge Paiva

Na Natureza nada é aleatório. Tudo o que nela existe resultou de milhões de anos de evolução. Os seres vivos não evoluíram independentemente, mas integrados nos respetivos ecossistemas.
As plantas, como não se movem, para se “alimentarem” necessitam de luz e pigmentos assimiladores e captadores de energia (clorofilas e carotenoides), cuja concentração depende das coordenadas geográficas onde vegetam. Assim também, para se reproduzirem sexuadamente e para se dispersarem, são dependentes de agentes transportadores (ar, água e animais) dos seus diásporos (esporos, sementes e frutos). Desta maneira, evoluíram adaptando-se não apenas às condições ecológicas dos ecossistemas onde vivem, mas também aos agentes dispersores. Quando os agentes dispersores são animais, ocorreu frequentemente uma evolução adaptativa paralela com esses animais (coevolução). Ler Mais